Ela tem a força!

Queridinha das academias, a creatina foi liberada pela Anvisa para ser comercializada sem receita médica. Boa notícia para quem recorria ao comércio clandestino da substância, procurada por sua capacidade de dar uma energia extra ao treino ou bombar os músculos. “Agora foram apresentadas evidências científicas que comprovam a segurança e a eficácia de seu uso como um alimento para os atletas”, conta a nutróloga Marcella Garcez Duarte, de Curitiba. Composta de três aminoácidos (glicina, L-arginina e metionina), a creatina é sintetizada de forma natural no corpo e encontrada em carnes, principalmente a bovina, e nos peixes. Porém não pode ser consumida sem limites – a Anvisa determinou a quantidade-padrão de 3 g por dia, o equivalente a uma colher de chá em pó. “É o suficiente para dar mais força, velocidade e potência ao treino de atletas com um condicionamento acima da média”, ressalta o fisiologista Turíbio Leite de Barros Neto, de São Paulo.

Para essas pessoas, a suplementação faz diferença, pois é difícil obter o mesmo resultado nas atividades físicas apenas com uma alimentação balanceada. “Um bife médio tem 0,5 g de creatina. Seriam necessárias pelo menos seis unidades para atingir a quantidade diária indicada para um atleta. Também é uma opção para os vegetarianos.” Vale a pena repetir: não serve para malhadores de fim de semana ou para quem faz exercícios de baixo impacto. Os efeitos da substância – definição e aumento dos músculos – só aparecem no corpo de quem pega pesado, nada ou corre, no mínimo uma hora, pelo menos quatro vezes por semana. “Se esse não é o seu caso, basta manter os cuidados básicos com a alimentação e ingerir muito líquido”, recomenda Marcella. Alerta: “Acima de 10 g diários, pode-se aumentar a retenção de água no músculo, sobrecarregar os rins e alterar a função hepática”, avisa Alessandra Caviglia, nutricionista da Cia. Athlética, de São Paulo.

fonte: site Vogue


Leave a Reply